“Empatia” é (quase) amor?

Olá pessoas, 

A capacidade de colocar-se no lugar do outro sempre foi compreendida como uma virtude nobre, como algo constitutivo do que significa ser humano. C. Rogers, o criador da chamada Abordagem Centrada na Pessoa, que extrapola os muros da psicologia e influencia os modos de agir de inúmeras áreas do conhecimento, propõe um conceito interessante que vale a pena refletirmos: o conceito de Empatia! No café de hoje, a presença e a citação do grande Carl Rogers (que também era teólogo… sintoma de otimismo..rsrsr):

“A maneira de ser em relação a outra pessoa denominada empática tem várias facetas. Significa penetrar no mundo perceptual do outro e sentir-se totalmente à vontade dentro dele. Requer sensibilidade constante para com as mudanças que se verificam nesta pessoa em relação aos significados que ela percebe, ao medo, à raiva, à ternura, à confusão ou ao que quer que ele/ela esteja vivenciando. Significa viver temporariamente sua vida, mover-se delicadamente dentro dela sem julgar, perceber os significados que ele/ela quase não percebe, tudo isto sem tentar revelar sentimentos dos quais a pessoa não tem consciência, pois isto poderia ser muito ameaçador. Implica em transmitir a maneira como você sente o mundo dele/dela à medida que examina sem viés e sem medo os aspectos que a pessoa teme. Significa frequentemente avaliar com ele/ela a precisão do que sentimos e nos guiarmos pelas respostas obtidas. Passamos a ser um companheiro confiante dessa pessoa pessoa em seu mundo interior. Mostrando os possíveis significados presentes no fluxo de suas vivênciais, ajudamos a pessoa a focalizar esta modalidade útil de ponto de referência, a vivenciar os significados de forma mais plena e a progredir nesta vivência.
Estar com o outro desta maneira significa deixar de lado, neste momento, nossos próprios pontos de vista e valores, para entrar no mundo do outro sem preconceitos.” (C. Rogers, no livro A pessoa como centro)

 
 

Vi esse vídeo como atualização no facebook de uma amiga queridíssima (Beta, grata surpresa numa sexta-feira santa, ver isso no seu perfil) e essa frase não saiu da minha cabeça… Empatia é (quase) amor?

Talvez uma postura um pouco mais empática seria um grande passo pra um mundo diferente… que corresponda mais ao nosso coração, ou, parafraseando o título de uma obra de Nitzsche,  um mundo mais “Humano,  demasiado humano”.

Hoje, é um dia em que os cristãos celebram a empatia do Sagrado com as nossas misérias e nossos medos, todos eles, o maior de todos eles: a morte. Esse momento inevitável em que o humano se percebe nu, só,  frágil, efêmero, finito, é “re-significado”: não estamos sós… E se a tradição cristã é capaz de afirmar uma verdade de que Deus experimenta a morte por empatia para com o ser humano, para dizer-lhe que ele não está só, temos algo a aprender com isso: nunca se está só enquanto houver potencialidade empática no ser humano, até mesmo na morte quando morremos um pouco com cada um que se vai, a realidade nos afeta, nos move.  E essa capacidade de mover-se por causa de um outro, atualiza o sagrado em nós…

atualiza o humano em nós…

atualiza o “ser gente” em nós

Empatia é (quase) amor!

 
 Por Danillo Holzmann
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